Política e corrupção parecem acompanhar a saga humana na perspectiva do exercício do poder. No Brasil, em particular, parece que acompanham-na como um mal inevitável, como uma conjugação fatal. É como se a corrupção fosse parte constituinte do ser político brasileiro. No entanto, de tempos em tempos, particularmente no período que antecede disputas eleitorais, casos emergem e ganham o primeiro plano dos noticiários.  O ingrediente novo parece ser a situação do PT neles, o partido que cresceu, se afirmou e conquistou o poder do país ancorado em discurso anticorrupção, embora não apenas. O novo é estar vendo também esse partido no lamaçal da corrupção. Diante disso, pergunta-se: afinal, será que estamos diante de uma conjugação inevitável, fatal, entre exercício do poder político e corrupção? Ou ainda, onde se situa a linha tênue que separa ação publicamente defensável do poder e corrupção?

A tentação à corrupção parece ser um fato normal no sentido de que aconteceu e acontece. Ceder a ela, todavia, não é uma necessidade lógica de seu exercício. Ceder e, de alguma forma, não ser punido,  parece ser ainda pior, pois o crime, nesse caso, é protegido por outro.

A presente crise política, deve desembocar na reforma política e essa só será eficaz se ampliar o conceito de democracia, exigindo a participação da população nas decisões, requerendo proximidade do representante de seus eleitores.

Fabio Crepaldi

Política e corrupção

Opinião

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, é o novo alvo da oposição. Ao mesmo tempo em que tentam aprovar a convocação de Pimentel para explicar a atuação de sua empresa, a P-21 Consultoria e Projetos, entre 2009 e 2010, os tucanos vão atuar em outras duas frentes: entram com representação junto à Comissão de Ética Pública da Presidência da República para verificar se o petista infringiu o Código de Ética e junto ao Ministério Público do Distrito Federal para analisar se houve improbidade administrativa.

O PPS protocolou requerimento na mesa diretora da Câmara solicitando que Pimentel se explique sobre a denúncia de que sua empresa teria faturado mais de R$ 2 milhões com consultorias, entre 2009 e 2010. Reportagem publicada pelo jornal O Globo sugere tráfico de influência da consultoria do ministro em licitações da Prefeitura de Belo Horizonte e a não prestação de serviços pagos pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Junto com os tucanos e com PPS, o DEM tenta aprovar na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, a convocação de Pimentel.

Ministro Pimentel terá que explicar serviços de consultoria

Editorial

fabio@crepaldi.com.br

 

Empresário, Publicitário, Jornalista, Gráfico e Ambientalista

Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela USCS.

Pós-Graduado em Qualidade e Produtividade pelo SENAI.

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